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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vivendo do Ócio libera novo EP


Do Tenho Mais Discos Que Amigos

Eles estão de volta!
Após um disco de estúdio muitíssimo bem sucedido, O Pensamento É Um Ímã, de 2012, os baianos do Vivendo do Ócio estão de volta com um novo EP chamado Som, Luzes e Terror.
Assim como o último álbum, o novo trabalho também tem a produção de Rafael Ramos e Chuck Hipolitho, tendo sido gravado nos estúdios Tambor (RJ) e Costella (SP).
São cinco faixas no total, todas assinadas pelo Vivendo do Ócio, sendo uma delas em parceria com Fabio Cascadura.
O trabalho, cheio de guitarras marcantes e melodias um tanto quanto sombrias, vai ser um “esquenta” para o terceiro disco de estúdio do quarteto, e segundo seu vocalista Jajá Cardoso, as músicas presentes nele “refletem bem nosso crescimento, tanto nas ideias quanto no instrumental.”
Sem mais blá blá blá, tire suas próprias conclusões. Ouve aí no link: http://tenhomaisdiscosqueamigos.com/2013/09/30/vivendo-do-ocio-som-luzes-e-terror/

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Escola do rock

De aprendiz a referência, Fábio Cascadura mantém há 21 anos a banda que carrega no nome

Fábio Cascadura: mais de duas décadas de rock e
um curso de história na Ufba

Da Muito

Às análises sobre os recentes protestos realizados em todo o Brasil, Fábio Cascadura, 43, acrescentou ciência. É que o frontman de banda de rock, papel que exerce desde moleque, quando ouviu Beatles e quis fazer igual, agora pula entre aulas do curso de história na Ufba. "O grande triunfo dessas manifestações foi ter aberto o campo; desfragmentado pautas, constrangido o poder e a mídia", diz, sentado numa escada do Pavilhão de Aulas nº 5, em Ondina. 
Parte do exercício (observar a insatisfação difusa e generalizada como que pesquisa) está em sua página no Twitter. A mesma que ele utiliza, ainda que de forma mais comedida, para divulgar shows e projetos do Cascadura, grupo que mantém há 21 anos, sinônimo de música feita na Bahia. A moderação na freqüência sonora vem menos de sua atual condição de estudante e mais da bandeira fincada pela banda, um passo à frente.
“Não dá mais pra fazer show toda semana, porque os convites que a gente aceita são aquele que dão espaço para que possamos fazer as nossas coisas. Nosso repertório hoje é o do último disco, que é mais complexo, difícil de executar”.
Fábio refere-se à Aleluia (2012), gestado ao lado de Thiago Trad (com quem divide a condução do grupo desde 2002) e uma trupe – o produtor André T., Pitty, Letieres Leite & Orquestra Rumpilezz, Móveis Coloniais de Acajú, Nando Reis, Ronei Jorge. Diferente de Bogary (2006), o trabalho anterior, álbum “pau e pedra”, Aleluia é ensaio, sinuoso ao falar sobre Salvador, suas particularidades.
Banda: Cadinho (baixo), Fábio, Thiago Trad (bateria) 
e Du Txai (guitarra)
Há canções sobre A Mulher de Roxo, velha elite, anônimos: a faixa Chorosa veio depois de um encontro com um vendedor de vassouras. “A voz do cara era igualzinha ao do (cantor de soul) Otis Redding. As ruas de Salvador têm muito dessas coisas. O material humano é diverso e visível. Às vezes, até enche o saco, porque todo mundo é artista” ele diz, rindo.
Mas Aleluia é, sobretudo, um reposicionamento. O esforço para dizer o que se é. Em sua coluna, publicada no A Tarde, no início deste ano, Caetano Veloso versou sobre o resultado. “Um trabalho extenso e denso, um disco de responsa, que todos os amantes de rock deveriam ouvir”.
“Nessas duas décadas, já pensamos muito em parar. Bagary foi feito como um encerramento. Mas o disco dói se retroalimentando. Veio o clipe, a nossa presença em festivais”, lembra Fábio. “Então, perseguimos um trabalho que fosse um reverência a quem nos acompanha e a nossa história; Aleluia é isso”.

LADO B – Quando fala, Fábio traz a marca de quem foi criado em lojinhas de vinis. Cita bandas do lado B, obscuridades para entendidos encontradas nos inferninhos musicais de Salvador dos anos 1980 – o mais celebrado, Kaya Discos, que funcionou na Ladeira de Santa Tereza, foi onde ouviu o pós-punk do The Cult e viu aí um caminho para a banda que fundaria mais tarde, responsável pela ruptela no seu RG original, Fábio Silva Magalhães. Antes, porém, passou por bandas de amigos (mais deles do que suas) e vendeu ele próprio discos em lojas.
A fala de Fábio traz, também, a constante busca pelo plural. Ao esbarrar na pessoalidade do ‘eu’, apruma um ‘nós’. Uma defesa aos que o fazem “líder” e tratam a Cascadura como a banda de um homem só. O que Fábio atribui a alta rotação de integrantes que marcou seu início, com os álbuns #1 (1997) e Entre (1999).
“No fim dos anos 90, depois de muita gente ter embarcado e saído do grupo, fiquei tentando achar um rumo. Apenas durante esse tempo Cascadura foi um projeto apenas meu. Mas como regra, é uma via de muitas mãos”.
Com o baterista Thiago como nome fixo (nas gravações e shows, novos músicos são agregados), Fábio teve a experiência de projeção. A dupla desembarcou em São Paulo quando a cena confluía Pitty, Cachorro Grande, Dead Fish, Daniel Belleza e os Corações em Fúria, além de representantes do Mangue Beat. Uma “geléia catalisadora”, como Fábio define.
Pitty e Fábio durante apresentação no 
Video Music Brasil (2008)
“Quando você está lá, passa por situações difíceis, porque o mercado é um funil. Mas você está numa vitrine. A partir dali ganhamos visibilidade nacional”.
O que explica, então, o retorno a Salvador, em 2006? “Nossa ideia nunca foi ficar lá. Tivemos uma experiência que deu certo, mas nossa história sempre foi com Salvador. E voltamos num momento em que era possível produzir aqui. O acesso aos estúdios estava mais fácil e a internet começava a se mostrar como uma forma importante de divulgação”.

SELF-MADE – Com uma estrutura self-made – são os próprios Fábio e Thiago que movimentam o Facebook da banda, os estúdios são alugados ou emprestados, tudo é discutido e feito sem grilhões -, a Cascadura é classificada por Fábio como “uma banda na mesma freqüência do seu tamanho”. “Já tivemos oportunidade de embalar com uma galera do mal, nada a ver. Mas como não primamos pela coisa do ‘tenho que aparecer toda hora’, fica tudo bem”.
Na atual rotina na Ufba, às vezes, Fábio tropeça em quem conhece seu trablho. Como no dia em que foi reclamar da ausência de professor e recebeu do coordenador do curso um elogio a Aleluia. No circuito musical, é alvo de abordagens. Referência para novos músicos? “Talvez. A gente tem consciência do nosso lugar, mas não convicção disso. Convicção paralisa”.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Quarteto experimental

A banda Mombojó, expoente do pós-mangue beat, comemora uma década de
carreira com o álbum Mombojpo 11º Aniversário, que reúne nove canções
conhecidas e uma inédita

Do Correio da Bahia

Não querer definir o estilo do som que produz é o grande negócio do Mombojó. A banda formada por um quarteto de recifenses, todos com até 30 anos, comemora uma década com o álbum Mombojó 11º Aniversário (Som Livre), mais um trabalho puxado para sonoridades universais, com poucas influências regionais.
"A raiz, naturalmente, é recifense, que está no nosso sangue e não tem como ser diferente, mas a gente tem uma referência mundial para a produção. Nossa marca é a liberdade musical. Eu diria que temos um estilo esperimental", explica o baterista Vicente Machado, 26 anos.
Destaques da geração pós-mangue beat, Vicente, Felipe S., 30, Chiquinho Moreira, 29, e Marcelo Machado, 28, resolveram revisitar a trajetória no novo disco, que, apesar de apresentar uma faiza inédita, revê nove canções dos álbuns já lançados Nadadenovo (2004), Homem Espuma (2006) e Amigo do Tempo (2010).
Tudo feito com jeito de novidade, há que se ressaltar, em arranjos bem diferentes, sem ênfase nas guitarras e sem metais. "A gente gosta de misturar, sem muito padrão. Fazer com que cada disco soe diferente.  escolha do repertório foi pra nos rever e sintetizar a carreira mesmo. Dessa ideia surgiu o tempero do trabalho. O resto foi desenhando", completa o músico.

PERDA - As novas versões, além de sintetizarem a carreira da banda, traçam um retrato atual do grupo. A única faixa inédita, Procure Saber (Felipe S./ Marcelo Campello), segue com a mesma tendência sonora. "A composição já existia antes, mas o corpo, a musicalidade, surgiu agora mesmo. Ela entrou junto do conceito todo", ressalta.
A nova fase da banda veio depois de dois traumas: a morte por infarto ddo trombonista e flautista Rafa Barbosa e a saída do vocalista Marcelo Campelo, ambos em 2007. "A gente não quis colocar ninguém para substituí-los e eles eram a parte mais acústica da banda", pontua Vicente.
Apesar da ausência dos integrantes, o grupo não se limitou, passando a usar sutilezas eletrônicas. "Perdemos isso ao vivo, mas nas regravações a gente trabalha com a cabeça bem aberta, fazemos o que dá na teha, usando samplers no show", completa o bateria.
Mombojó 11º Aniversário traz diversas participações especiais, todas de músicos que se relacionaram com a Mombojó ao longo de dez anos de estrada. Para cada participação tiveram uma ideia diferente. Com uns, procuraram uma música para encaixá-los. Mas teve o caso também da música ter a cara de alguém.
Marcam presença nesse trabalho músicos como o produtor de Nadadenovo, Ígor Medeiros, na faixa Faaca; o líder da banda Devotos, Cannibal, em Realismo Convincente; e dos irmãos China e Ximaru na canção Estático. O pianista Vítor Araújo participa de Baú e, por fim, a Nação Zumbi, em Justamente.

PRODUÇÃO - Apesar das diversas participações, o álbum, produzido pela própria banda com Rodrigo Sanches, foi todo gravado praticamente ao vivo e mixado em apensas duas semanas. "A gente ensaiou bastante, planejou bem e quando fomos para o estúdio fizemos uma música por dia", revela Vicente.
Agora, a banda prepara uma turnê nacional e, simultaneamente, está iniciando produção de um disco com inéditas para lançar no ano que vem. Ainda não há previsão para show em Salvador. Mas, Vicente garante que não é por falta de vontade dos caras: "Estamos com uma saudade retada. Salvador sempre nos abraçou. O público sempre foi massa".















Mombojó 11º Aniversário
  • Artista: Mombojó
  • Produção: Mombojó e Rodrigo Sanches
  • Lançamento: Som Livre
  • Preço: R$19,90

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Bahia recebe a turnê de lançamento do novo disco de Pablo Dominguez‏


Adaptado de Graner Comunicação


A turnê de lançamento de 
Som do Mar, novo álbum do cantor e compositor baiano Pablo Dominguez, chega a Bahia neste final de novembro. Após passar por São Paulo e Curitiba, dia 28 (quarta-feira), no espaço Mariposa em Vilas do Atlântico, acontece o primeiro de uma série de shows acústicos na terra natal do artista.

Natural de Valença, cidade baiana a 274 km de Salvador e porta de entrada para 
points paradisíacos do litoral brasileiro como Morro de São Paulo, Pablo Dominguez, 32 anos, mudou-se para São Paulo em 2011 e no ano seguinte produziu seu álbum Som do Mar. A autoprodução ocorreu no mês de agosto no apartamento do compositor na Vila Mariana onde Pablo gravou e mixou as dez faixas que compõem o disco, o terceiro da sua carreira solo (Pablo Dominguez liderou entre os anos 2000 e 2002 a banda de surf music Jonny Way), o segundo foi Um dia desses, produzido por Márcio Mello em 2010, que teve a faixa “Saudade” (com videoclipe dirigido pelo fotógrafo e videomaker Rafael Kent, que já trabalhou com artistas como Seu Jorge, Jota Quest, Vivendo do Ócio, entre outros) como primeira música de trabalho. O álbum reunia treze canções que giravam em torno do mar, amores e algumas trips. No seu novo trabalho, o músico preservou suas influências musicais do folk/rock e acrescentou as experiências da nova vida morando na cidade de São Paulo, "Esse disco é o retrato e as descobertas do dia a dia de um cara que acabou de juntar os panos com a mulher da sua vida e foi morar longe do mar numa megalópole que não pára", define Pablo.


O álbum 
Som do Mar está disponível para streaming e download gratuito no site do artista e poderá ser conferido ao vivo no show desta quinta-feira. A apresentação ainda terá a participação dos músicos da Vivendo do Ócio com quem Pablo compôs em parceria a canção “Nostalgia” que concorreu ao prêmio VMB 2012 na categoria Melhor Música. Depois de Vilas do Atlântico a turnê segue para Salvador (29), Valença (1) e Itacaré (2) e após passar por Brasília, Guarapuava e Telêmaco Borba (PR) a turnê retorna à Bahia e fecha o ano com um show na antevéspera do reveillon, no dia 29 de dezembro em Morro de São Paulo.

Confira o release do disco 'Som e Mar' do Pablo Dominguez, escrito por Rick Brayner:

Uma onda vem chegando... ela surge no horizonte e o surfista, já totalmente integrado com aquele movimento, se debruça na sua prancha e aponta para o seu destino inevitável.


"Tudo isso é música" diz Pablo, pois “esse ciclo nunca é o mesmo, e cada onda é única”. Um novo acorde ou uma frase musical sempre terá uma nova interpretação para o compositor.
Som do Mar é fruto disso, desses ciclos da vida, e de seus momentos de integração com a natureza. Ondas dissonantes, melodias que parecem ter sido sopradas pelo vento, e o seu violão… ditando o ritmo de suas ideias.

Um disco autoproduzido, mais maduro e consciente, mas ao mesmo tempo sutil e delicado. Iniciando na linguagem digital de gravação, Dominguez explorou novos caminhos para a produção desse novo trabalho, e também assumiu sozinho todo o processo de gravação e mixagem. Com isso ganhou mais liberdade de criar e experimentar a qualquer hora do dia e da noite, capturando a todo instante os sons “do mar” de sua terra natal, e os sons “da terra” da cidade de São Paulo, onde vive a dois anos com a namorada Ramona. Aliás, sua fiel companheira além de ser uma grande incentivadora de sua carreira, é também uma das grandes fontes de inspiração do disco, como cita a música “To Ramona”, com direito a vocais em stéreo e reverbs inusitados dando mais profundidade a música. Tudo isso mudou e motivou esse momento, e ajudou a moldar o som que só existe em sua cabeça e na sua alma. A tecnologia se adaptou bem ao seu processo de criação, utilizando softwares para dar os climas e nuances dos arranjos, que remetem sempre a uma idéia de equilíbrio e paz. Mesmo vivendo em um lugar tão diferente da tranquila Valença, seu jeito continua simples, e onde quer que esteja, Pablo Dominguez vai buscando a sua arte. 


Se a sua verdade é a música, então
Som do Mar bem que poderia ser a trilha sonora de sua vida.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Arte e cultura nas praças de Camaçari


O grafiteiro Chuck

Por Emile Lira


Uma das principais referências da cidade de Camaçari, Região Metropolitana de Salvador, a Praça Abrantes sempre foi reduto da juventude, seja em bares, pista de skate, quadra de esportes ou pontos de artesanato hippie. Foi pensando em aproveitar a efervescência do local e ocupá-lo com cultura de rua que, em 2010, surgiu o projeto Roda Gigante.
O Roda Gigante começou a ser desenvolvido pelo Representa Clan, coletivo que conta com cerca de 12 colaboradores ativos que fazem parte, sobretudo, do movimento hip hop em Camaçari. Sempre nas noites da primeira quarta-feira do mês, a Praça Abrantes vira palco de break dance, beat box, malabares, grafite, poesia, teatro e diversas manifestações culturais, além de esportes como o patins, skate, bike e slackline. Quem passa pelo local pode assistir e participar: microfone e instrumentos como violão e flauta ficam disponíveis para quem quiser mostrar o seu talento. “Acho massa a iniciativa. Se apropriar do espaço público e construir um evento multi-arte é espetacular”, opina o funcionário público Junior Borges, que conheceu o projeto recentemente.

Divulgando artistas locais - O Roda Gigante mostra que é possível divulgar a arte com poucos recursos. Esse foi o principal objetivo do rapper, arte- educador e idealizador do projeto, Uri Menezes, integrante do Representa Clan. Ele conta que a intenção é dar visibilidade aos artistas locais. “Se só ficarmos esperado por alguém ou pelo poder público realizar alguma coisa, nós ficamos reféns. Temos que mostrar que não somos o problema, e sim parte da solução, esse é um instrumento de luta pelo social”, defende.
Léo Roots, integrante da banda FumaSound, e  Uri 
Menezes, rapper, arte-educador e  idealizador do projeto
O espaço não é voltado apenas para o um estilo musical, artistas de diversos segmentos também participam das apresentações. Esse é o caso do músico Ítalo Oliveira, vocalista e guitarrista da banda de punk rock The Pivo’s, que abraçou a ideia desde o começo do projeto. “É a integração de arte, cultura e entretenimento ao ar livre e aberto ao público, proporcionando um momento de interação entre artistas, esportistas e a população em geral”.
No mês de setembro a Roda Gigante ganhou uma versão itinerante, ocupando a praça do bairro Camaçari de Dentro. “Pretendemos levar esse movimento para outros bairros para procurar em cada localidade novos talentos” conta Uri. Um dos artistas que fez das praças vitrine de suas obras foi o grafiteiro Fábio Gomes Neto, conhecido como Chuck. “Realizações como essa podem mudar muita coisa na cultura e na cidade, fazendo com que a população tenha outra visão do que é a arte de rua”.  

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Bebendo de várias influências, Otto lança disco com sonoridade única

Por Emile Lira

“Pensa que é de menta, chupa que é de uva...” é assim que começa a música ‘Exu Parade’, quarta faixa do novo álbun de Otto, The Moon 1111. E o pernambucano continua. “E é por isso que chamo vocês pra festa”. A letra inusitada, o convite inesperado - de quem anteriormente, em Certas Manhãs Acordeis de Sonhos Intranqüilos (2009), cantou com sutileza e (como pode propor o título) tranqüilidade – descreve esse seu novo trabalho.

Em The Moon, lançado no dia 12 de outubro, Otto flerta com vários estilos a fim de construir uma sonoridade única. Cada música imprime uma singularidade: do rock sessentista em ‘Ela Falava’, percussão marcada em ‘Selvagens olhos, nego!’, até uma versão de ‘A Noite Mais Linda do Mundo’, de Odair José. “Odair é um cara muito bacana que eu ouvi muito na minha infância (...) eu acho Odair bem underground”, declara Otto. As influências para a construção do disco vêm até do filme Fahrenheit 451, e de sons como Pink Floyd e Felá Kuti.
O filho nato de Belo Jardim (cidade do agreste pernambucano reconhecida por ter a música como tradição) canta em dez faixas, acompanhado de Catatau, Dengue e Pupilo, e com participações de Lirinha (Cordel do Fogo Encantado), Fábio Trummer (Ediie), Luê e da atriz Tainá Muller.
“O caos venceu, o meu caos é vencedor, eu posso criar um disco que ninguém faz”, afirma o cantor. Certo é que The Moon 1111 é obra ímpar: nesse fervilhar de musicalidade, do rock ao eletrônico, passando pela música regional. É o Otto inventivo de sempre, trazendo o novo. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O lado cult do Raça Negra

Por Emile Lira


Nessa onda de coletâneas com bandas indies homenageando ´'ícones' do gênero - como o Is This Indie, regravação do disco dos Strokes, e Re-Trato, comemorando os 15 anos de Los Hermanos -, o mais novo grupo a ser homenageado pode até soar estranho. É que o Fita Bruta, site especializado em música, preparou um tributo a banda de pagode Raça Negra. 
O Jeito Felindie, como foi intitulado o álbum, reúne as bandas hidrocor, Amplexos, Nevilton, Radiovernes, Harmada, Giancarlo Rufatto, Minha Pequena Soundsystem, Vivian Benford, Nana, Orquestra Superpopular, Letuce e Lulina, entoando clássicos como Vida Cigana, Cheia de Manias e Quando Te Encontrei. 
A empreitada vem com a missão de aproximar dois 'mundos' ditos contraditórios: a música indie e a popular. Mas olhando de perto, parece que eles têm mais em comum do que se imagina. Que se negue, que viremos a cara, mas os pagodes românticos - daqueles cantados em karaokê - faz parte das lembranças emocionais de muita gente por aí. Entre folk, pop rock, garage, pop, reggae e samba, as letras que eram cantadas por Luiz Carlos não soam nada dissonantes. Confiram e baixem as faixas aqui.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Brilho na escuridão

Do Correio da Bahia

O cantor, compositor e guitarrista americano Jack White, 36 anos, tem um urubu pousado no ombro direito na capa do seu primeiro álbum solo, o ótimo Blunderbuss (Sony Music). Além da ave negra, o trabalho apresenta canções com letras sobre perdas e mudanças.
A 13 canções mesclam as várias referências musicais - blues, country, rock e até hip hop - de Jack White e refletem o fim do casamento do artista com a modelo Karen Elson em 2011. Mas apesar da capa e da temática sombria que acompanha o trabalho, Blunderbuss tem se mostrado muito iluminado.
Nos Estados Unidos, por exemplo, econtra-se há oito semanas na parada de álbuns da revista Billboard, na qual estreou em 1º lugar, mesmo feito conseguido na Inglaterra e no Canadá.

Rompimentos - A repercussão positiva deixou Jack White muito feliz, claro. "As pessoas costumam achar que rompimentos são sempre trágicos. Não são. O fim de uma banda ou de um relacionamento não é necessariamente negativo", diz o músico, que explora mais os teclados em Blunderbuss, mesmo sem tirar o peso das guitarras.
White, que se casou com Karen Elson em Manaus, em 2005, ganhou projeção com a dupla White Stripers - fundamental paar se entender o rock da era 2000 - e depois liderou os grupos Raconteurs e Dead Wearher.
"Meu álbum solo foi um acidente. O White Stripers acabou e os integrantes do Raconteurs e doDead Weather estão muito ocupados com suas outras bandas. Essas músicas que eu coloquei em Blunderbuss começaram a surgir e eu me vi sozinho, mas nada foi planejado", conta.
De qualquer modo, não é fácil acompanhar a mente de Jack - e ele faz questão de manter a aura dark e enigmática. Quem o segue desde o começo da carreira sabe disso. Primeiro, ele injetou blues no indie rock e  popularizou um formato de banda com apenas duas pessoas, só com guitarra e bateria, sendo que Meg White nem era uma boa instrumentista.
No auge do White Stripers, ele inventou outra banda com amigos e, na sequência, um supergrupo indie com músicos que tinham outros grupos famosos. Agora, brilha solo evocando o melhor do seu passado e, como se não bastasse, montou duas bandas para os shows: uma de homens, outra de mulheres.

Thom Yorke - No começo de junho, Thom Yorke, vocalista do Radiohead, deixou no ar a possibilidade de uma parceria com White, mas não explicou o porquê. Num show nos EUA, Thom dedicou Supercollider ao guitarrista e disse que havia se encontrado com ele.
Na semana passada, em Nashville, Jack White confirmou o encontro com Thom. Ao que parece, a música deve entrar no próximo álbum do Radiohead. Vamos torcer.
















Álbum: Blunderbuss
Artista: Jack White
Produção: Jack White
Gravadora: Sony Music

terça-feira, 19 de junho de 2012

O poeta triste do rock

Do Obvious


Ian Curtis, vocalista dos Joy Division, foi encontrado morto em Macclesfield, numa manhã de domingo, 18 de Maio de 1980. Tinha 23 anos. Havia cometido suicídio. Ian estava no momento envolvido nas gravações de um novo álbum, um novo single, e em vésperas de embarcar na primeira tournée internacional com a banda pela América...nascia o mito.
Primeiro estranha-se, depois há um choque profundo na nossa alma, depois tudo se adoça perante a beleza sombria e crua dos poemas de Ian Curtis, acompanhados pelas melodias envoltas em neblina sonora, ritmo militar de bateria e um sentimento profundo em cada riff dedilhado. Não é fácil tornar a ser a mesma pessoa após conhecer esta extraordinária banda. E isso não é de todo, mau. De facto, é maravilhoso.

Tudo começou quando, em 1976, Ian Curtis conheceu os seus futuros colegas de banda num concerto dos Sex Pistols em Manchester. Eram eles : Bernard Sumner na guitarra, Stephen Morris na bateria e Peter Hook no baixo. Ofereceu-se para vocalista e compositor. Nasceram então os Warsaw, versão punk da futura banda, os Joy Division que viriam a durar de 1976 a 1980. São talvez, a banda mais famosa do post-punk. Editaram apenas dois álbuns, pela Factory, editora do famoso Tony Wilson. O álbum Unknown Pleasures de 1979 e Closer de 1980. No entanto, foi com o single Love Will Tears Us Apart lançado após a morte de Ian Curtis que se tornaram famosos.Passaram a figurar na história da música mundial.
Ian sempre gostou de musica, de literatura, especialmente de poesia... desde pequeno. Com o surgimento do punk e do lema “Do it Yourself” (faz tu mesmo), a possibilidade para qualquer jovem amante de musica subir a um palco nunca foi tão real. As portas abriram-se nesse sentido e qualquer um poderia de facto, mesmo não sendo tecnicamente assombroso, ter uma banda e possível sucesso.
Não é o caso dos Joy Division, eles sabiam bem tocar e o que faziam. Conheceram-se desse modo ainda o punk vigorava e acabaram por ser pioneiros no que se seguiu : O post-punk. Uma resposta antagónica ao punk. De facto a musica dos Joy Division é intimista, mais virada para as emoções humanas, sombria, com melodias simples mas negras, profunda pela poesia das suas letras que tanto roçavam o auto-retrato da alma de Ian Curtis, mas ao mesmo tempo também podia ser dançável e enérgica. Alguns exemplos dessa obscuridade devastadora são as musicas : Decades e The Eternal do segundo e póstumo álbum Closer. Este álbum surge aliás, como uma coincidência macabra, visto que o próprio titulo, a art-work da capa principal ( Uma lápide do cemitério Staglieno,em Génova, Itália) e a sonoridade pesada parecem prever o que de facto iria acontecer : Ian enforcou-se na sua cozinha em Macclesfield, segundo a lenda ouvindo o álbum The Idiot de Iggy Pop.
Ian sofria de epilepsia. Nos anos 80 a cura para esta doença ainda passava muito pela combinação de vários medicamentos de modo a se descobrir a formula mais eficaz de controlo dos ataques. No entanto, além dos efeitos secundários, a doença não era de modo algum compatível com o modo de vida de “ rock star” que Ian levava. Após o sucesso do álbum Unknown Pleasures, em 1979, o primeiro da banda, a epilepsia de Ian começava a agravar-se em palco. Tanto que começa a tornar-se uma espécie de dança em transe espiritual para quem assistia...O público ignorava estes factos estando longe de imaginar que o que se passava na realidade é que ele tinha fortes crises epilépticas em plena actuação. A sua vida pessoal também era atribulada conhecendo-se a ligação extra-conjugal com Annik Honoré enquanto mantinha o casamento com Deborah Woodruff, casados quando ele apenas tinha 19 anos e ela 18 anos. Pelo meio nascera Natalie que tinha apenas um ano quando o pai partiu.

Existem sobre Ian actualmente centenas de biografias online, livros e até um filme bastante agraciado pela crítica : “Control” de Anton Corbijn. Control é um filme biográfico a preto e branco sobre a vida e a morte de Curtis, relatando os primórdios da banda e a sua vida conjugal até ao seu suicídio. Foi escrito a partir do livro da esposa de Ian, Deborah Curtis, intitulado Touching from a Distance. O filme estreou em 2007, abriu o Festival de Cannes desse ano com óptimas críticas ganhando pelo meio diversos prémios cinematográficos independentes.
Os poemas de Ian Curtis são de uma beleza inebriante, por vezes chocante, de tão explicitamente nos confrontar com os seus medos, frustrações e desesperos e consequentemente, ir ao mais intimo de nós próprios. Além do inegável talento, este ser possuía uma voz de barítono inconfundível. Foi pioneiro como compositor, no sentido em que até ele, ninguém tinha exposto tais destroços emocionais como alienação, isolamento, um amor acabado... de maneira tão frontal. Atinge-nos como uma bofetada directamente ao coração. Após Jim Morrison, Ian Curtis foi provavelmente o seguinte poeta do Rock, mas mais amargurado, castigado pela doença, pela personalidade melancólica, pelos problemas conjugais e pelo crescente sucesso da banda. Ian é mais uma prova que a morte, infelizmente, engrandece.
E enquanto tremia e gesticulava em palco, vestido de negro, olhos azuis brilhantes… assim cantava :

"Mother I tried please believe me,
I'm doing the best that I can.
I'm ashamed of the things I've been put through,
I'm ashamed of the person I am
Isolation"

"Mãe, eu tentei, por favor acredita em mim
Estou a fazer o melhor que posso
Tenho vergonha das coisas que tenho feito
Tenho vergonha da pessoa que sou
Isolamento"

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A alma musical de Otto

Por Emile Lira


“Tento entender um pouco mais da alma, (...) que me faz dançar nesta festa”. Filho de Belo Jardim, cidade localizada no agreste pernambucano a 187 km da capital Recife e reconhecida por ter a música como uma tradição enraizada a sua terra, o cantor Otto pode afirmar que carrega esta arte em sua alma e em sua história.  Com os tambores, o artista fez os sons percussivos da Nação Zumbi e Mundo Livre S/A, bandas que misturavam o maracatu, ritmo regional do Recife, com rock, batidas eletrônicas e hip hop.
Sem deixar de lado o regionalismo nem a música sintetizada, Otto saiu do fundo dos palcos e partiu para carreira solo, assumindo-se como cantor e gravando o disco Samba pra Burro.  Nas músicas, cantadas com o sotaque tipicamente pernambucano, as melodias dançam como cantigas de roda, com uma leveza que flutua no ar, como sugere o título do seu terceiro álbum, Sem Gravidade, “no sentido de não ter problema. Está voando, sem chão” explica.
Os olhos azuis e os cabelos louros denunciam sua origem holandesa, mas no sangue ele carrega mesmo é o amor pela brasilidade, e, sobretudo, pelo nordeste; não cantando suas mazelas, mas trazendo a simplicidade da região. “Uma casa pequena com uma varanda chamando as crianças pra jantar (...)”, ele compõe com zelo. É um intimismo aconchegante.
Hoje ele caminha de forma independente. Longe das gravadoras lançou o Certa Manhãs Acordei de Sonhos intranquilos. É como o despertar de mansinho, chamando para um novo dia ensolarado, e ao contrário do título, a tranquilidade é a morada das canções. Otto canta e clama, sem levantar bandeiras, sem gritar aos quatro cantos, ele canta com a alma e consegue encantar.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Beastie Boys: anarquia ao som do hip hop

Do Obvious


O ano: 1981. Os personagens: três adolescentes branquelos, riquinhos e beberrões. A trilha: o hip hop. Nesse contexto, e com a união dos três amigos rappers Michael Diamond (Mike D), Adam Yauch (MCA) e Adam Horovitz (Ad-rock), nascia o grupo Beastie Boys. Conheça um pouco da história do grupo que deixou um legado musical com canções grudentas e dum estilo único.

Foi com a influência do rock e do punk que os garotos do Beastie Boys se lançaram no meio musical. Ainda como The Young Aborigines, em 1979, a banda tinha um estilo mais voltado para o punk rock underground. Foi apenas com a entrada de Adam Yauch - o MCA - e com o fim do The Young Aborigines, que a banda veio a tornar-se, de fato, o Beastie Boys. A formação original tinha também o guitarrista John Berry e o baterista Kate Schellenbach. A primeira apresentação oficial como Beastie Boys foi na comemoração do aniversário de 17 anos de Adam Yauch, em 1981.

A mudança do nome da banda para Beastie Boys revela um pouco das características de seus integrantes. Beastie é uma sigla para Boys Entering Anarchistic States Towards Inner Excelence, que em tradução mais ou menos literal vem a ser “Garotos que entram em estados de anarquia para alcançar a excelência interior”. O grupo era conhecido por ser irrevente, eclético, um tanto quanto jocoso e também por suas referências culturais e letras escarchadas. Além disso, os Beastie Boys tratava o rap como parte do pós-punk musical, onde a estética DIY ainda predominava.
Em 1982 lançaram o primeiro EP independente, Polly Wog Stew, e em 1983 Cooky Puss, uma paródia baseada em um trote a empresa de sorvetes Carvel, o que veio a ser sua primeira faixa rap. Os críticos da época acusaram os Beastie Boys de serem músicos estridentes e sem nenhum talento musical significativo. E também os acusavam de pirataria, por conta de suas paródias exageradas. O primeiro álbum da banda, Licensed to III , lançado em 1986, teve um inesperado sucesso de público. Esse álbum foi a ruptura com o estilo punk-rock e a consolidação do hip hop na carreira dos três músicos. Licensed to III se tornou, na opinião pública, o melhor álbum de rap na década de 80 e o nº 1 na parada da Billboard, permanecendo no topo da lista por cinco semanas seguidas. De uma maneira um tanto quanto irônica, os Beastie Boys também chegaram a ganhar da Rolling Stone o título “Três idiotas criam uma obra-prima”. Era a crítica se rendendo ao seu sucesso.

O hip hop, estilo incorporado pelo grupo, tem suas raízes nos subúrbios negros e latinos da Nova Iorque dos anos 70. Em um contexto de pobreza, violência e racismo, onde somente nas ruas os jovens encontravam seus momentos de lazer, o hip hop surgiu a partir de diferentes manisfetações artísticas. E foi com essa pegada que o Beastie Boys construiu um legado que já dura por quase mais de um quarto de século.

Com Paul’s Boutique, o segundo álbum da banda, os Beastie Boys mostraram um trabalho mais maduro, mas nem por isso menos polêmico. A banda foi acusada de utilizar demais a técnica conhecida como sampling, que consistia no uso de trechos de músicas que já existiam para a criação de novas canções. Nas 15 músicas do álbum, os Beasties utilizaram a técnica para inserir centenas de referências de músicas de outros artistas e também trechos de filmes e programas de TV. O resultado foi um álbum completamente irreverente e tão bem amarrado que chegou a ser chamado de "Dark Side of the Moon" do hip hop, uma referência ao clássico do Pink Floyd feita pela Rolling Stone.
Check Your Head (1992), III Comunication (1994), Hello Nasty (1998) e To the Boroughs (2002) foram os outros grandes lançamentos de sucesso ao longo da carreira dos Beastie Boys. Canções como a eletrizante Sabotage, do álbum III Comunication, foram tocadas exaustivamente e se tornaram uma referência para adolescentes de várias gerações. É difícil não se render ao sucesso dessa banda que protagonizou inúmeros clipes hilários, cantou músicas com letras sem-vergonhas, de uma sonoridade grudenta, e popularizou o hip hop de uma maneira que ninguém mais conseguiu.
Os Beastie Boys ganharam muitos prêmios e reconhecimentos ao longo de sua carreira - quatro de seus álbuns estiveram no topo da Billboard e foram indicados ao Grammy 10 vezes, vencendo 3 delas. Influenciaram diversas bandas, entre elas Limp Bizikit e Korn, e são inegavelmente uma grande referência musical do rap e do rock. Em abril de 2012 entraram para o Hall da Fama do Rock. Essa foi a terceira vez na história que um grupo de rap entrou na lista.
Em 4 de maio de 2012 a banda perdeu um de seus integrantes. Adam Yauch, o MCA, faleceu por conta de um câncer na garganta, uma luta que já travava desde 2009. A morte desse ídolo de várias gerações gerou uma grande repercussão na mídia. Foram feitas várias homenagens de artistas e fãs que se sentiram um tanto quanto órfãos do legado deixado por MCA. Apesar de se ter dito que lançarão mais um disco, gravado antes da morte de MCA, a banda ainda não comunicou se continuará. Tudo indica que não - mas o que os Beastie Boys deixaram para a música, certamente não será esquecido.

sábado, 2 de junho de 2012

A banda do futuro apresenta: Espelho de Sharmene


                                                                                                                          Por Faustino Menezes




A Bahia caminha a passos largos pra se tornar um importante pólo musical e cultural do país. Prova disso são os incríveis espaços conquistados com bandas nascidas aqui que saíram e se destacaram lá fora (como Vivendo do Ócio, Pitty, Maglore, etc...) e também as bandas que nasceram aqui, continuam aqui e fazem sucesso lá também (a exemplo do Cascadura, que tocou até no Lollapalooza Brasil). Um grupo que parece trilhar o mesmo caminho do sucesso que a Cascadura é a Velotroz. A banda já domina o cenário metropolitano e acaba de lançar, virtualmente, um EP com 4 (quatro) ótimas músicas. Uma delas muito conhecido da galera, “Moda de Samba”. ‘A banda do futuro apresenta: Espelho de Sharmene’ é o nome do EP que além da já citada “Moda de Samba”, conta com “Trio Elétrico”, “Louva Deus” e “Do Amigo”, não necessariamente nessa ordem. O destaque maior, segundo a opinião desse que vos escreve, fica por conta de “Trio Elétrico”. Acho que não só eu achei ela a melhor, como os próprios integrantes da banda, pois é a música mais longa do EP, com 5 minutos e 42 segundos. Música boa tem que ser grande mesmo, pontos para a Velotroz. Comparar esse EP com o primeiro - ‘Parque da Cidade’ - pode ser perigoso. Em alguns aspectos segue a mesma linha que o anterior, ou melhor, a característica da banda, já em outros, digamos que houve uma evolução, não que o outro tenha sido ruim, muito pelo contrário, foi com o ‘Parque da Cidade’ que eu e uma galera se impressionamos com o som da banda, mas, na música o importante é sempre se renovar e evoluir a cada música e isso a Velotroz provou que é capaz de fazer.

Pra fazer o lançamento oficial e com os EPs físicos, a banda organizou pra próxima quinta-feira, 7, um show de lançamento no Teatro Vila Velha, Campo Grande. As cópias do EP terão unidade limitada e estarão à venda por R$ 5,00.

- Quando: 07 de junho, às 20h
- Onde: Teatro Vila Velha (Av. Sete de Setembro, Campo Grande - Salvador)
- Quanto: R$20 (inteira), R$10 (meia)
- Bandas: Velotroz
- E mais: Vendas exclusivas e limitadas do novo EP ‘Espelho de Sharmene’, por R$5.