Alex Tuerner, 27 anos, cantor, guitarrista e
principal compositor do Arctic Monkeys, grupo inglês de rock que lança seu
quinto álbum, AM, um trabalho vigoroso e que desafia rótulos
Arctic Monkeys supera Strokes como banda mais especial do século
Do Correio da Bahia
Em recente entrevista À revista inglesa Q, o líder do Arctic
Monkeys, o cantor e guitarrista Alex Turner, 27 anos, revelou as suas ambições
para o grupo. “Se queremos ser a maior banda de rock do planeta?
Não sei”, começou dizendo. “Se queremos ter um espetáculo 3D no palco?
Talvez?”, comentou.
“Sim, queremos ser a maior banda do mundo”, acabou por
confirmar. Bem, não é bom duvidar do poder de fogo do Arcitc Monkeus que, com o
novo e quinto álbum, AM (Sony Music), deixa a nova-iorquina The Strokes para trás
como a banda de rock’n roll mais especial dentre todas aquelas que estrearam no
século 21.
Alex Turner, Nick O’Malley, Jamie Cook e Matthew
Welders:
crescidos e independentes da adolescência
Enquanto colegas da geração, da mesma idade ou um pouco mais
velhos como The Strokes, emulavam modelos pós-punk e new wave, o quarteto de
Sheddield – que começou fazendo barulho na internet – interpretava memórias
vagas do rock inglês e devolvia ao gênero aquilo que lhes é mais caro e necessário:
o instinto.
Foi assim durante os quatro discos antecessores do excelente
AM, que podem ser divididos em dois períodos: um pré e um pós-Estados Unidos. Pois
desde Humbug (2009), o Arctic Monkeys grava nos EUA – e agora já está morando em Los Angeles.
Sexy
e dançante – A transformação sofrida na América está À vista
no curto e vigoroso AM, produzido por James Ford (Klaxons) e com convidados
especiais como Josh Homme e Pet Thomas, baterista de Elvis Costello. A relação
entre a banda e o americano Josh Homme, do essencial Queens of the Stone Age, é
estreita.
Josh Homme produziu Humbug e também participou do trabalho
anterior do Arctic Monkeys, Suck It and See (2011). “AM é um álbum de rock
moderno, sexy e dançante”, elogiou Homme.
Aliás, não se deve discutir se AM é superior ou inferior aos álbuns
barulhentos de guitarras da banda. Os tempos são outros. Crescidos e
independentes da adolescência, Alex Turner & Cia avançam sedutores e
sofisticados com ótimas e vibrantes composições.
Não é mais rock urgente, simplesmente: é a música do Arctic
Monkeys se eternizando na história da cultura pop.
Você tem uma banda e não consegue fazer com que ela vá além da garagem, ou do estúdio onde costumam ensaiar?
O Anderson Foca, grande figura do rock independente nacional que toca na banda de rock instrumental Camarones Orquestra Guitarristica, e tem o estúdio e selo DoSol, mandou sete dicas para quem está aí na luta por um espaço no mercado musical brasileiro. Veja quais são:
1) O micro é melhor que o macro. Faça a diferença onde você mora. Se junte com outras bandas para organizar shows, mini-festivais entre outras ações necessárias para você se apresentar. Melhor do que ser contratado com desconfiança é apostar no seu próprio potencial. Se você loca um espaço, faz um show e o lota com outras bandas, quando esse mesmo espaço quiser contratar alguém, vai lembrar de você.
2) Compartilhe informações de shows na sua cidade. É obrigação de uma banda compartilhar, curtir e divulgar shows que se pareçam com o som que você faz. É simples, quanto mais gente for nesse tipo de show, melhor para você, mesmo que você não esteja tocando naquele dia. Se todo mundo fizesse isso a divulgação dos shows melhoraria sensivelmente para todos.
3) Tocar bem, estar ensaiado e ter um bom material é obrigação de qualquer banda que queira crescer. Considero pouco ter só isso. Empreenda na área da música. Abra seu micro-espaço, sua sala de ensaio, seu estúdio. Você não precisa começar abrindo o Credicard hall, mas empreender na área é um ótimo jeito de fazer a música crescer.
4) Participe dos fóruns de política cultural da sua cidade. Estar neles é bom para se relacionar com mais gente da música. Claro, 99% das vezes esse fóruns não dão em nada com relação ao poder público, mas esse é o único jeito de se sentir representando junto a essas instituições. O mínimo que pode acontecer é você conhecer mais gente da sua área.
5) Tente ser uma pessoa positiva e que faça ações positivas. Contratante/produtor/patrocinador nenhum gosta de gente reclamona, mal-humorada e resmungona. Quem gosta? Lembre-se que TODO MUNDO está nas redes sociais e o que você posta é um retrato do que você acha. Em vez de reclamar de alguma ação, procure sempre opinar antes para que ela melhore, de preferência dando exemplos para somar ao processo. Críticas destrutivas destroem. Parece óbvio, mas vejo que muita gente nem nota que está praticando o “fogo amigo” minando seu próprio mercado.
6) Mude de opinião o tempo todo. A web é um lugar pantanoso, de dicas falsas, notícias idem e de fácil poder de enganar os desavisados. Quando algo do mundo da música baixar na sua timeline, antes de sair replicando se certifique que a fonte é ponta firme pra não ter que arcar com isso no futuro. Você tem uma banda, tem seguidores e pessoas que gostam de você. Tenha responsabilidade na hora de emitir sua opinião. Se não tem nada sólido para falar, divulgue a banda de um amigo de profissão/hobby.
7) Vá aos shows, participe ativamente de produções de amigos parceiros, compartilhe talento em áreas de internet, design e comunicação em prol da música. O que é bom para banda do seu vizinho, também é bom para sua. Mãos a obra!
1. Em Dançando, a dupla Agridoce diz que não consegue enxergar a "beleza do mundo", por isso, o fim dos tempos não é lá uma grande preocupação. Eles afirmam até estarem "pronta pro mundo acabar", e propõem: "o mundo acaba hoje e eu estarei dançando". Quer forma melhor de encarar o dia 21?
2. O pessoal do R.E.M. também encara o fim do mundo sem muito lamentação. "Que Legal! Começa um terremoto", cantam em It's The End Of The World As We Know It (And I Feel Fine), e continuam "É o fim do mundo como nós o conhecemos e eu me sinto bem".
3. Já faz tempo, Raul Seixas profetizava em O Dia que a Terra Parou. Ele sonhou com esse dia. O sonho dizia na verdade sobre um fatídico dia em que ninguém sairia de casa, nada iria acontecer. Não é o fim do mundo, ok, mas convenhamos, da Terra parar pro mundo acabar é daqui pralí.
4. Se com um sol a gente já tá derretendo, imagine com dois sois. Cássia Eller cantou em O Segundo Sol que "o que os astrônomos diriam se tratar de um outro cometa" era na verdade um outro sol. Novo sol chegando, um realinhamento das órbitas dos planetas e um calor pra não sobrar um ser vivo se quer.
5. "Não deixe nada pra depois, não deixe o tempo passar. Não deixe nada pra semana que vem porque semana que vem pode nem chegar" Pitty nos aconselhava em Semana Que Vem. Pois é, camaradas, só esperamos que tenham seguido o conselho da baiana, porque né, dia 21 chegou e "esse pode ser o último dia de nossas vidas".
6. Sem enrolação. "Este é o fim", afirma The Doors em The End. É o fim de "tudo que permanece". Ou seja, não há escapatória, o fim do mundo bateu na porta.
7. Em Um Minuto para o Fim do Mundo é por causa da dor da perda que CPM22 disse sentir "o mundo acabar", perder "o chão sob meus pés", e faltar "o ar pra respirar". Mas nessa sexta-feira ninguém vai precisar de motivo algum. E nem adianta voltar "o relógio para trás tentando adiar o fim".
8. "Você viu o que eles disseram nas notícias de hoje? Você viu o que está vindo para nós? Que o mundo como conhecemos chegará ao fim". Pois é, Iron Maiden nos alertava emWhen The Wild Wind Blows. Não temos saída, "eles disseram que não há nada a ser feito sobre a situação... pra sentar e esperar que algo aconteça (...) Haverá uma catástrofe como nunca vimos antes, haverá algo que iluminará o céu". Mas talvez reste uma esperança "ele tem suprimentos suficientes para durar por um ano ou dois. É bom ter, porque nunca se sabe". Fica a dica.
Você as canta, você as imagina. Não há como não colocar suas percepções em cada palavra cantada, até o músico anunciar um clipe para sua tão amada canção. Você torce para que o clipe seja tão bom quanto a música, afinal de contas a sua visão sobre ela vai mudar.
Seja uma história verídica, um vislumbre ou até mesmo um desabafo, a composição musical é a semente que vai gerar o fruto das canções que tanto nos marca. E por serem tão importantes agem como verdadeiras memórias. Você pode não lembrar-se de determinados lugares, pessoas ou acontecimentos, mas se naquele momento tocava alguma música no local ou em sua mente, será ela que garantirá que aquele momento será lembrado por anos.
Mas você já parou para pensar que todo este universo que criaste ao redor de suas canções pode não ter absolutamente nada haver com a concepção original da música? É com esta indagação que acabamos de evidenciar a maravilha do poder da música, porém ainda sim venho ressaltar a tão importante concepção original. A partir do momento que a música agrada-lhe tanto ao ponto de você querer saber a tradução da letra, ou a origem da mesma, os clipes irão apresentar o que o compositor muitas vezes ainda não conseguiu deixar claro com a melodia.
Ficou curioso em saber se suas músicas favoritas possuem clipe próprio? Cuidado, a sensação pode ser uma faca de dois gumes! Como já dito anteriormente a música nos permite encaixar perfeitamente o sentimento que ela transmite aos nossos. Consequentemente o clipe pode torna-lá perfeita ou frustrante. O objetivo dessa reflexão sobre os clipes não é mostrar que o seu músico, ou banda, não levou tão a sério a música que você colocaria na entrada do seu casamento, mas sim exaltar aqueles momentos que nos últimos segundos para acabar o clipe você já está tão surpreendido com a sinergia entre a encenação apresentada e a letra da música, que você flagra-se pensando: "Meu Deus... eu tenho que casar-me ao som dessa música!".
Após toda aquela tensão em achar que o clipe poderia acabar com o conto de fadas que criastes para sua canção, você começa a tornar-se crítico em relação a sensibilidade nos clipes. Sejam eles futuristas, vintages, mega produções ou até mesmo um mendigo dançando com seu cão, a mensagem apresentada ali sempre será o fator mais importante. São nessa situações que grandes músicos selam seus nomes na história.
Como um grande dependente de clipes que sou, tenho preferência por clipes enigmáticos cheios de mensagens subliminares que os ligam a outros clipes. Mas há aqueles que preferiram os clipes engraçados, ou aqueles que são tão bem feitos que aparentam ser até curta metragens. Convido a você a escolher e postar seu clipe favorito nos comentários abaixo. Compartilhar percepções nunca é demais, coloque o porque você acha que este clipe transformou você e a música em questão!
Nessa onda de coletâneas com bandas indies homenageando ´'ícones' do gênero - como o Is This Indie, regravação do disco dos Strokes, e Re-Trato, comemorando os 15 anos de Los Hermanos -, o mais novo grupo a ser homenageado pode até soar estranho. É que o Fita Bruta, site especializado em música, preparou um tributo a banda de pagode Raça Negra.
O Jeito Felindie, como foi intitulado o álbum, reúne as bandas hidrocor, Amplexos, Nevilton, Radiovernes, Harmada, Giancarlo Rufatto, Minha Pequena Soundsystem, Vivian Benford, Nana, Orquestra Superpopular, Letuce e Lulina, entoando clássicos como Vida Cigana, Cheia de Manias e Quando Te Encontrei.
A empreitada vem com a missão de aproximar dois 'mundos' ditos contraditórios: a música indie e a popular. Mas olhando de perto, parece que eles têm mais em comum do que se imagina. Que se negue, que viremos a cara, mas os pagodes românticos - daqueles cantados em karaokê - faz parte das lembranças emocionais de muita gente por aí. Entre folk, pop rock, garage, pop, reggae e samba, as letras que eram cantadas por Luiz Carlos não soam nada dissonantes. Confiram e baixem as faixas aqui.
“Haters” podem odiar, “hipsters” podem adorar, e fãs puristas podem considerá-lo o patinho feio do mundo da música. Mas, acredite, hoje o famigerado Indie Rock pode ser avaliado em mais do que simplesmente barulho de guitarras distorcidas feito por alguém que não sabe o que está fazendo. Pegue seus fones de ouvido, dê uma chance a esse estranho ser sonoro com este artigo, e você poderá ser agradavelmente surpreendido.
Você se lembra de quando, há muitos anos atrás, as bandas subiam no palco com visuais extravagantes e tocavam performaticamente por horas a fio com sons progressivos, intermináveis e complexos? Não, ninguém está sendo chamado de velho aqui, mas quem pesquisar um pouco mais sobre o assunto verá que é verdade. Naturalmente isso já dividia opiniões naquela época e fazia garotos revoltados combaterem tal espetacularização musical, empunhando instrumentos mesmo sem saber tocar, e meio sem querer revolucionando o mundo com três acordes. Bom, este é o nascimento do punk, certo? Então o que isso tem a ver com o Indie rock? Paciência: para confiar em algo, é necessário saber primeiro sua história.
Para muitos, pode ter sido o calor do momento como foi para Asia (entendedores entenderão), mas da filosofia do “faça você mesmo” que o rock anarquista criou surgiu outra cultura, a da produção independente. Onde? Reino Unido logicamente, com Buzzcocks em 1976 (sim, o Britpop é mais antigo do que se pode imaginar). Então foi questão de tempo até que bandas mais periféricas adotassem a ideia, seja pelo excesso de vontade, pela falta de talento, ou pela não aceitação - por não se enquadrar em nenhum estilo criado pelo público e pela crítica. E, fim. Divertido, não? Calma: agora, mesmo superficialmente, está explicada a história do Indie Rock. Então eis não um grande guia, mas um pequeno lembrete mostrando que ele pode ser legal.
Vamos aos motivos para dar uma chance à produção underground. Se você gosta de dançar, muitas bandas independentes fazem um ótimo trabalho com melodias cativantes e divertidas. Se você duvida, experimente ouvir algumas doses da talentosa banda Telekinesis, formada em 2009, liderada pelo baterista e vocalista Michael Benjamin Lerner, com bateria e guitarras marcantes e eventuais teclados embaladores. Ou, se preferir, volte alguns anos no tempo e descubra Say Hi, de 2002, que conta com riffs de guitarra realmente melódicos e agradáveis, que acabam por somar bastante ao vocal meio átono de Eric Elbogen.
Mas se o seu interesse é virtuosidade e elaboração intrincada de acordes, alegre-se, isso também existe no planeta indie. Basta lembrar-se das distorções de J. Mascis e sua voz melancólica do Dinosaur Jr, que veio agitar as estruturas da música em 1984, e continua com belas composições até hoje. Se por acaso achar muito barulhento, tudo bem. Provavelmente, foi pensando nisso que em 1999, no Canadá, Carl Newman criou The New Pornographers, que tratou da trazer ao mundo os espectadores com muita teoria e prática musical em todos os instrumentos, prezando pela pureza no som. E se não foi, ah, a banda é ótima assim mesmo.
Já se você for um tipo profundo, cuja preferência sonora envolva letras instigantes e reflexivas, existem, no mínimo, duas opções. Uma delas é Rilo Kiley, de 1999, que, comandada pela atriz e música Jenny Lewis, traz muito no que pensar com mensagens de experiências passadas e observações sobre sentimentos e sensações. Outra bela opção é ir direto para o Brooklin e ouvir Craig Finn entoar hinos meio cantados e meio falados como frontman de The Hold Steady, de 2004. Mesmo perdendo com a saída do tecladista Fran Nikolai, o grupo ainda traz em suas canções alguns dos pensamentos mais interessantes do novo século, incluindo uma visceral opinião sobre a natureza humana e a realidade das coisas.
Cansado? Justo agora? Sim, eis um grande momento que provavelmente quase todos estavam esperando: o já citado Britpop. Sendo famigerado como é, provavelmente é uma ligação lógica praticamente unânime quando se fala do underground. Mais do que os grupos mais populares, como The Kooks e The Arctic Monkeys, existem outras bandas notáveis. Por exemplo, o trio de irmãos da Inglaterra The Cribs anima o som independente desde 2002. Em 2003, surge One Night Only, um simpático quinteto de Hemsley. Já em 2006, outro trio começa seu repertório de grandes composições, o The Enemy. Não menos importante, no mesmo ano The Rifles traz mais um exemplo da boa música do Reino Unido.
E por último, mas longe de ser por fim, existe o paradoxal Indie Rock que não possui classificação dentro do próprio estilo. Entre eles, vindas diretamente da Suécia estão as meninas do Those Dancing Days, formadas em 2005 com uma identidade musical própria e inegavelmente original. No ano seguinte surge Fanfarlo, embalada por trompetes, poesias e um estilo muito particular. Estas pérolas podem ser consideradas sucessoras de pioneiros como o grupo Modest Mouse, que em 1993 também entraram neste curioso hall, com uma gama de instrumentos e melodias únicas.
E assim termina esta excursão e jornada quase espiritual. Lógico, este é apenas um arranhão na superfície do underground, mas pode ser considerado um bom começo, não? De qualquer forma, há muito mais o que citar e o que se descobrir musicalmente, não só no Indie Rock, mas em todos os bons gêneros. E não se esqueça: alheio aos gostos e preferências de cada um que ler este artigo, as bandas aqui citadas só refletem as características de um estilo, não quer dizer que sejam melhores ou piores. Se você for legal com o underground e mantiver os ouvidos e o coração abertos, poderá encontrar mais uma razão sonora para viver.
A Rolling Stone americana divulgou uma lista que compara os 20 pares de
canções mais parecidas do mundo pop. Tem diversas pérolas que realmente são parecidas,
outras nem tanto, algumas usam combinações de acordes batidíssimas (e, por
isso, são parecidas com outras tantas) como o C G Am F (dó, sol, lá menor, fá), etc. Dê uma olhada na lista e veja por si
só.
1. Jet’s “Are You Gonna Be My Girl” and Iggy Pop’s “Lust for Life” 2. Fergie’s “Fergalicious” and J.J. Fad’s “Supersonic” 3. The Beatles’ “Ob-La-Di, Ob-La-Da” and Offspring’s “Why Don’t You Get a Job” 4. Bruce Springsteen’s “Born to Run” and Blondie’s “X Offender” 5. Nirvana’s “Smells Like Teen Spirit” and Boston’s “More Than a Feeling” 6. Nazareth’s “Hair of the Dog” and the Beatles’ “Day Tripper” 7. The Doors’ “Roadhouse Blues” and Oasis’ “Put Yer Money Where Your Mouth Is” 8. Foo Fighters’ “Monkey Wrench” and Elton John’s “Whipping Boy” 9. Sublime’s “What I Got” and the Beatles’ “Lady Madonna” 10. Wilco’s “Walken” and Spoon’s “Don’t Make Me a Target” 11. Akon’s “Don’t Matter” and R. Kelly’s “Ignition” (Remix) 12. Billy Joel’s “Honesty” and Elton John’s “Sorry Seems to be the Hardest Word” 13. Phish’s “Farmhouse” and Bob Marley’s “No Woman No Cry” 14. Elastica’s “Connection” and Wire’s “Three Girl Rhumba” 15. Bryan Adams’ “Summer of 69” and Green Day’s “Jesus of Suburbia” 16. Def Leppard’s “Pour Some Sugar on Me” and Weezer’s “Beverly Hills” 17. Natalie Imbruglia’s “Torn” and The Black-Eyed Peas “Where is the Love” 18. The Kinks “Picture Book” and Green Day’s “Warning” 19. The Killers’ “When You Were Young” and Bruce Springsteen’s “Born to Run” 20. Pearl Jam’s “Given to Fly” and Led Zeppelin’s “Going to California”
The Smashing Pumpkins formaram-se em 1988 em Chicago. Desde esses anos até aos dias de hoje, a banda vendeu milhões de discos por todo o mundo, tornando-se um dos mais bem sucedidos grupos de rock-pop das últimas décadas. Pelo meio, a formação inicial foi desfeita permanecendo, contudo, o seu fundador e génio criativo Billy Corgan. O álbum Oceania, o seu mais recente trabalho, será um retorno aos velhos tempos?
No dia 18 de Junho chegou às lojas o mais recente trabalho dos Smashing Pumpkins - Oceania. O novo disco é um álbum dentro de um álbum, resultado do ciclo de 44 músicas chamado «Teargarden By Kaleidyscope» iniciado em 2009. Nas palavras do próprio Billy Corgan : "Oceania é um álbum totalmente diferente do que fiz no passado, mas, ao mesmo tempo, acredito que assenta nos mesmos valores musicais que sempre procurei imprimir nos Pumpkins, sejam progressivos, emocionais, épicos ou de pura inquietação".
Sejamos sinceros: Oceania fica uns furos abaixo do que os The Smashing Pumpkins fizeram no passado. Sentimos claramente uma nostalgia latente quando ouvimos a mágica discografia dos Pumpkins até Machina e verificamos que algo se perdeu irremediavelmente para sempre. Oceania não compromete, não é um mau disco. Mas não tem o carimbo das canções intemporais que os Smashing possuíam no passado. Sente-se o fantástico espírito dos álbuns Siamese Dream e Mellon Collie and The Infinite Sadness pairar em algumas composições, como na faixa dez intitulada The Chimera. Apesar de fugazes aparições que se desvanecem no riff seguinte, pequenos relances desse lado onírico musical que nos faziam sonhar, esses pedaços de encanto pumpkiano, estão lá em The Chimera, o que é sempre agradável de ouvir.
Apesar de um punhado de boas músicas (Quasar, Violet Days, Oceania, The Chimera e Pale Horse) o resto do reportório não ficará na memória. A nível de produção, nada a apontar: o álbum é tecnicamente soberbo. A típica distorção nas guitarras está lá, os riffs poderosos de Corgan também e o baterista Michael Byrne é espectacular tecnicamente. A melancolia sonora continua uma doçura para os ouvidos, assim como o característico ambiente darkwave dos Smashing, que embala cada canção - aliás, os sintetizadores são algo muito presente neste álbum. Mas apesar de tudo isto alguma magia melodiosa na construção das canções, típica da banda, se perdeu nos anos. O melhor de Oceania é provavelmente a faixa que o encerra, intitulada Wildflower. Uma bela balada ao sintetizador resgatada, com o passar dos minutos, por um belíssimo riff de guitarra.
O amor, a desilusão, a tristeza, a perda... todos estes sentimentos tão familiares na escrita de Billy Corgan mantêm-se inalterados, uma proeza reservada só aos extraordinários músicos e letristas como ele. Oceania é um disco competente. É mais bem conseguido que os últimos registos de longa duração que a banda lançou. Mas não é épico... lançando-nos a nós, apreciadores, a inquietante questão: conseguirão alguma vez mais os Smashing Pumpkins atingir o sucesso do passado?
Por tudo o que construiu e pelo legado que deixou ao mundo com a formação inicial e de maior sucesso, Billy Corgan será efectivamente sempre recordado. Os "seus" The Smashing Pumpkins figurarão na história das grandes bandas contemporâneas. Quanto a este Oceania, o tempo o dirá.
Tive
a sorte de nascer numa família que aprecia boa música. Já me falaram que
meu pai tinha todos os vinis de U2. Não cheguei a ver essa coleção, porque
quando eu nasci os vinis estavam saindo de 'moda' e acho que ele já tinha se desfeito dos discos. Mas me lembro dos muitos CD's e, mais tarde, DVD's do U2. E quando cheguei na adolescência também me encantei, sobretudo pelas guitarras de The Edge. Colecionei fotos de Bono Vox, criei
um perfil fake no orkut, assisti emocionada pela televisão a apresentação deles
em São Paulo em 2006, escutava o disco Vertigo no mínimo três vezes por semana.
Hoje
não sou grande fã de U2, mas inegavelmente é uma ótima banda, e a grande
responsável por me fazer gostar de rock.
2
- Moptop
Se
U2 me apresentou para o rock, Moptop me apresentou para o indie. A carioca era
uma das cinco bandas de um DVD especial da MTV. Paixão a primeira vista, que
carrego até os dias de hoje. Foi por causa de Moptop - e de tanto falarem por aí o
quanto eles 'imitavam' Strokes - que conheci os novaiorquinos. E virei fã de tantas
outras bandas indies, de Arctic Monkeys a declinium, fazendo com que hoje o gênero se tornasse o meu favorito.
Por
Faustino Menezes
3
- AC/DC
A
primeira grande banda de puro rock’n roll que eu ouvi na vida! Eu costumo dizer
que o meu dia mundial do rock foi o dia em que eu conheci AC/DC. Na casa do meu
primo, eu no alto dos meus 8 anos aproximadamente, senti uma curiosidade de
colocar no som um CD escrito “The Best Of AC/DC”. Não sei se senti curiosidade
de ouvir pelo nome, ou porque eu tinha que ouvir aquilo. A primeira música do
disco não podia ser outra: Back In Black! A partir daí, vocês já sabem, né?
Nada de menor valor que o rock’n roll entrou em minha mente tão avassalador
quanto o som do AC/DC. Hoje sou fã de rock, de indie, de blues, de MÚSICA,
graças ao Angus Young, Brian Johnson e sua trupe abençoada... digo, amaldiçoada!
4 - Nirvana
Acho que a grande unanimidade
de quem é fã de rock é amar o estilo porque conheceu a banda de Kurt Cobain.
Quando eu estava prestes a escrever sobre uma banda de rock nacional que me
influencia a continuar apaixonado pelo rock, passei pelo Nirvana na minha
biblioteca de música no computador. Aí não teve jeito! Não há quem resista ao
mega trio de Seattle! Não lembro se ouvi Nirvana primeiro que AC/DC, mas sei
que o mesmo (ou quase o mesmo) que senti quando ouvi as guitarras de Angus
Young me fez levar no coração e na mente por anos as guitarras de Kurt Cobain.
Se hoje o rock não é lá essas coisas, ele continua fascinante, porque um dia
habitou nessas terras uma banda chamada Nirvana. Se sou fã de rock hoje, se
conheço e sou feliz por ir a shows de rock, tenho que agradecer a meus primos
George (graças a ele conheci o AC/DC) e a Everton (foi na casa dela que ouvi os
primeiros acordes do insano Cobain). E até hoje quando ouço Nirvana sinto
vontade de criar uma banda onde o ponto alto é ela, a guitarra distorcida, seca
e impactante! O Nirvana provou que algo não precisa ser perfeito pra soar com qualidade. Valeu Kurt, você sempre será o maior ídolo pós-Beatles que o rock
teve! E o mais 'porra loca' também!
Por Vitor Andrade
5 - Los Hermanos
Porque eles, assim como outras bandas e
artistas nacionais (a exemplo da Cazuza e Renato Russo) desconstruíram a ideia
que eu tinha de que rock tinha que ser algo pesado, usado apenas como forma de
protesto. Ai passei a perceber que é muito mais abrangente, que você pode falar
de política, corrupção, amor, relacionamentos, tudo no mesmo pacote e com a
mesma qualidade. E Los Hermanos foram meio que "inovadores" no
cenário nacional. Tocam rock, mas tocam baladinhas românticas, samba... Não se
limitam.
Is This It é um dos melhores discos que existem. Sim. Não simplesmente um dos melhores do rock, ou do indie, ou somente dos Strokes.
E por ter a capacidade de criarem um disco tão bom assim, os novaiorquinos são acusados de serem 'uma banda de um disco só', como se os outros três álbuns lançados fossem tão ruins a ponto de se tornarem desprezíveis.
Room on Fire, First Impressions Of Earth e Angles são trabalhos muito bons - de verdade, que não conseguiram alcançar a maestria do Is This It, mas que não decepcionam e não merecem serem colocados no fundo da estante, esquecidos e empoeirados.
Os Strokes é uma banda que estreou de forma brilhante, mas que conseguiu permanecer como referência de indie rock de muita qualidade, seja com Last Nite, Reptilia, Juicebox ou Under Cover of Darkness.