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segunda-feira, 3 de junho de 2013

Em sua segunda edição, festa Alternative-se já é sucesso

 Paulo Diniz, Leonardo, Paulo Raimundo e Maicon Charles integram a Weise


Por Emile Lira

Foi com a casa cheia que o Alternative-se - A Festa demonstrou porque, apesar do pouco tempo, é sucesso e já pode ser considerado evento garantido na agenda da maioria dos camaçarienses que gostam da música 'underground' . Em sua segunda edição, a festa reuniu  no Espaço Cultural Casa de Taipa, no último sábado (01/06), quatro bandas, além de apresentações teatrais e intervenções.
A arte se destacava até mesmo nas paredes, onde os quadros da artista plástica Mari Conceição foram expostos. No palco, a noite começou com o reggae roots executado pela Gruta Sound System. 
A primeira banda a se apresentar foi a Weise. Vinda de Salvador, o quarteto cheio de estilo animou o público com suas músicas autorais que passeiam pelo indie rock. Já a The Pivo's, próxima a fazer seu show, deu gás com o seu emblemático som enérgico, embalando rodas punks e se destacando como um dos melhores momentos do evento.
O teatro marcou presença com a Companhia Uma da Outra fazendo uma esquete que, ao mesmo tempo trazendo um tom dramático e humorístico, traçava uma crítica sobre o fanatismo religioso. Com uma apresentação 'extra-oficial', Paulo 'Papel' também representou as artes cênicas e arrancou o riso da platéia.
Alternative-se Edição II reune exposição de Mari Araújo, Slakline, Gruta Sound 
System, DJ Raiz, The Pivo's, Escola Pública, Declinium, Companhia Uma da Outra
 e Skate

Prosseguindo com os espetáculos musicais, a Escola Pública mostrou-se a grande surpresa da festa. Pela primeira vez em Camaçari e esbanjando competência, o grupo da cidade de Cachoeira fez a galera mostrar o samba no pé. Depois o DJ Raiz, que também tinha participado da primeira edição do Alternative-se, tocou o seu emblemático ragga. E encerrando a programação com maestria, a Declinium, banda tarimbada na cena rocker da cidade, foi acompanhada pelo coro do público, que cantava canção a canção. 
A galera do esporte também marcou presença no evento, com intervenções de skate e slakline. 

terça-feira, 9 de abril de 2013

Manifestações multi artísticas marcam passagem do Roda Gigante na Gleba A


Por Emile Lira

Promovendo um verdadeiro festival cultural na integração de diversas linguagens da arte, no último domingo (07/04), o Projeto Roda Gigante ocupou, pela primeira vez, o Anfiteatro do Canal da Gleba A, levando moradores da localidade e convidados a prestigiarem a atividade que já é tarimbada na Praça Abrantes, centro de Camaçari.
Dando visibilidade aos artistas locais, na segunda edição do terceiro ano do Roda Gigante se apresentou bandas como a Riverman, Declinium, Latryna, Eu e Sofia, Fuma Sound, Bonarges, e as estreantes Lincoln Jr, Insetos Gigantes e um grupo formado por Ruger Ribeiro e Emile Lira. “Foi sensacional! Muitas apresentações boas, muita gente bacana dividindo o espaço da cultura em nossa cidade. Foi massa”, declarou o vocalista e guitarrista da Eu e Sofia, Faustino Menezes.
Os músicos Thiago Souldan, Uri Menezes e José Macedo cantaram acompanhados da banda de improviso que juntou os instrumentistas Samuka Rios, Marley Lima, Eric Mazzone, Fal Silva, além do DJ Markus Thandera. A banda serviu também para acompanhar um empolgante free style, reunindo Macedo, Uri, Thandera, Muleca XIII, Alex Vasques, Léo Nascimento e Luan Yves.
Na ocasião, as artes cênicas também deram show, representadas pela Companhia C, esquetes teatrais feitas pelos atores Silas Menezes, Drycka Nascimento e Kátia Letícia, e ainda pela apresentação de covers de Michael Jackson liderada por Edgar Jackson. “Este evento é primoroso, pois só quem participa tem a dimensão de sua importância, no sentido de unir as pessoas, os artistas locais, e até alguns de fora, em suas determinadas artes”, afirmou o ator Silas Menezes.
Já as artes visuais compuseram o espaço com uma exposição de quadros e o grafite de Muleca, marcando a passagem da Roda Gigante no bairro da Gleba A. O local também serviu para a prática de slakline. “Foi inesquecível, envolvemos crianças, jovens, adultos, pessoas de mais idade. Público muito amplo! A roda tá girando, tá cada dia maior”, declarou um dos organizadores do evento, Alex Vasques.

O Projeto - O Roda Gigante começou a ser desenvolvido em 2010 pelo Representa Clan - coletivo cultural que conta com cerca de 12 colaboradores ativos. Uma vez por mês, a Praça Abrantes (e agora, com a itinerância do Roda Gigante, outras praças da cidade) vira palco de apresentações artística e  espaço para prática de esportes. A idéia, que hoje também é conduzida pelo Coletivo Bixo Solto, é mostrar que é possível divulgar a arte com poucos recursos. 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Confira o que rolou no Planeta Terra


Do Cruzeiro do Sul

Fazer escolhas pode ser definido como a única preocupação do público do festival de música Planeta Terra deste ano. No último sábado, grande parte das 30 mil pessoas que foram até o Jockey Club, em São Paulo, teve que escolher quais shows assistiria, pois duas apresentações aconteciam em palcos diferentes, quase que simultaneamente.
O público se espalhou nos dois espaços do Jockey Club para ouvir e aproveitar o som de Far From Alaska - banda que abriu o evento após vencer o concurso "Som Para Todos", Madrid, Banda Uó, Mallu, Little Boots, Best Coast, The Maccabees, Suede, Azealia Banks, Garbage, The Drums, Gossip e Kings of Leon. Ainda, a banda Kasabian cancelou sua apresentação um dia antes do evento, ocasionando algumas alterações na programação do Sonora Main Stage, o palco principal.
A divisão dos públicos começou já no início da tarde com a eletrizante Banda Uó se apresentando no palco Claro Indie Stage, enquanto a voz calma de Mallu passava tranquilidade à plateia do palco principal. E, apesar das diferenças de ritmos das atrações, o clima foi o mesmo: chuva praticamente a tarde toda. Mas o tempo ruim não atrapalhou em nada e os músicos não deixaram de fazer a galera dançar e cantar.
Maccabees
A chuva só parou no fim da tarde, quando o sol resolveu aparecer, iluminando o show da banda britânica The Maccabees até a noite começar, quando o brilho ficou por conta das luzes coloridas do palco. O jornalista Leonardo Cardoso foi ao festival sem conhecer praticamente nenhuma das atrações e ficou admirado com o som dos britânicos. "A música dos The Maccabees é muito bem trabalhada e passa uma energia muito boa", comentou Cardoso.
Porém, para o professor de informática Renan Moura a atração mais impressionante foi a nova-iorquina Azealia Banks: "Durante todo o show ela passou muita energia e o público retornou isso à ela". E, realmente, com uma presença de palco única, vestindo um top com luzes de led e misturando eletrônico com hip hop, Azealia Banks fez a galera pular e dançar do começo ao fim. O ponto alto de sua apresentação foi ao som de "212", seu primeiro hit.
O publicitário Jung Wan Lamberti divide a mesma opinião com Moura: "O show da Azealia Banks foi o mais intenso e o mais dançante, mesmo tendo sido rápido". A apresentação da norte-americana foi a mais curta do festival e sua despedida foi corrida, pois a cantora precisou sair rapidamente do palco após um das alças de seu top se soltar.
E, no fim da noite, as atrações principais do festival dividiram o público em dois. Fãs dos Kings of Leon permaneceram no palco principal e os do Gossip ficaram no espaço do palco Claro Indie Stage. A banda Kings of Leon apresentou suas mais variadas músicas, desde seu primeiro CD "Youth & Young Manhood", com o sucesso "Molly"s Chambers", passando pelo disco de grandes hits "Only By The Night", com as famosas "Use Somebody" e "Sex On Fire", e pelo seu último disco "Come Around Sundown", com as músicas "Radioactive" e "Back Down South".
Para Leonardo Cardoso, Kings of Leon apresentou um ótimo setlist. "Eu nunca tinha visto nada ao vivo da banda, apenas ouvido suas músicas. E eles escolheram as músicas muito bem e mantiveram um bom padrão de músicas animadas."
Kings of Leon
Enquanto isso, Gossip animava a galera no palco ao lado. A vocalista Beth Ditto, conhecida por seu jeito polêmico e excêntrico, surpreendeu desde o começo, ao entrar no palco cantarolando "oioioi", trecho da música de abertura da última novela das oito de Globo "Avenida Brasil", tirando risos de seus fãs. Beth Ditto apresentou clássicos como "What"s Love Got To Do With It", da Tina Turner, e "La Isla Bonita", de Madonna, e arrasou com seu maior hit "Heavy Cross". "Ela foi muito simpática e ainda se esforçou para aprender o português. Por exemplo, sempre que ia beber sua caipirinha, ela virava ao público para brindar e dizia no microfone saúde", pontuou o professor de informática, Renan Moura.
O Planeta Terra Festival teve um público variado, de estilos diferentes. Havia pessoas experientes em festivais e os novatos, como Jung Wan Lamberti. "Foi o primeiro festival que fui e adorei o clima. Mesmo com a chuva, me diverti e aproveitei. E, agora não paro mais", falou o publicitário, animado com os próximos festivais. Mas, com a melhora das organizações desses eventos e a variedade de atrações nacionais e internacionais, quem é que não fica animado?

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Músicas do Ira! e intimismo marcam show de Nasi em Camaçari

Por Emile Lira
Nasi (créditos: Marilton Trabuco)
Para comemorar o Dia Municipal do Rock, que foi lá em 21 de agosto, o foyer do novíssimo Teatro Alberto Martins foi tomado, no último domingo (30), pelo rock n'roll. Com o evento, que tinha sido adiado anteriormente por motivos burocráticos, a Cooperarock mostrou que a cena na cidade vem ganhando novo fôlego. 
Prova disso é a diversidade das bandas que tocaram. A abertura da noite ficou por conta da The Pivo's, o trio power punk tarimbado no cenário alternativo local já há algum tempo não se apresentava em eventos na cidade, e com o show reafirmou a energia e qualidade sonora. Mesmo que comprometida por falhas técnicas no som (o que encurtou o show), a banda fez dançar o público que ainda chegava tímido. 
O pop rock também teve lugar garantido quando Rege FX tocou. Com guitarra distorcida e o som mais 'sujo' que o habitual, o cantor assumiu-se como rock n'roll, conquistando os presentes, seja com canções autorais ou com versões de músicas como 'Tente Outra Vez', de Raul Seixas. Também tocando pop rock, a Diário Urbano, banda que vem ganhando espaço nos últimos rock's, levou uma legião de fãs, que cantavam e pulavam efusivamente com cada canção. 
Um grande destaque da noite foi a Moby Dick, que apresentou no palco um vocalista performático e cheio de estilo, entoando clássicos do hard rock, completada com os competentíssimos músicos que formam a banda. Foi o ponto alto da festa, seja com o público 'gladiando' ou pulando fervoroso, a Moby Dick esquentou a noite com um som veemente e extremamente bem feito.
Moby Dick (créditos: Juliano Sarraf Taron)
A próxima foi a Ladrões Engravatados. Com um show curto, mas eficiente, a banda, que também não se apresentava há algum tempo em eventos locais, além de versões inusitadas, como 'O Brega de Leila', de Zéu Britto, tocou conhecidas músicas autorais, como 'Folhetim' e 'Pega Ladrão'.
Depois, a atração mais esperada do evento se apresentava. Nasi, ex-vocalista do Ira!, acompanhado por excelentes instrumentistas na guitarra, baixo, bateria e teclado, relembrou velhas canções da extinta banda, não ficando de fora do repertório sucessos como 'Envelheço na Cidade' e 'Eu Quero Sempre Mais'. Com um show enérgico, Nasi, que conversava a toda hora muito simpático com a galera, cantou também músicas de seu trabalho solo, como 'Por Amor', 'Tarde Vazia' e 'Eu Só Poderia Crer', além de uma versão de 'O Tempo Não Para'. Em clima intimista, banda e público trocavam a mesma sinergia, entoando junto as letras, sobretudo do Ira!
Para encerrar o evento, foi a vez da Clube de Parifes, que se apresentava em uma versão nova: contrabaixo acústico, e ao invés de guitarra elétrica, três violões. Com esse estilo, a banda liderada por Pablues mostrou o bom e velho blues, e mesmo que com público muito mais reduzido, o grupo fez um show empolgante e de muita qualidade.

domingo, 30 de setembro de 2012

Virada Musical anima público cheio com bons shows, emoção e o "ruivão"


Por Faustino Menezes

Nando Reis (créditos: Maiara Matos)

Quem é rei nunca perde a majestade. Quem foi do Titãs também não. Foi assim que, ontem, Camaçari recebeu, no I Festival de Arte e Cultura da cidade, a grande apresentação do ruivão Nando Reis. Em turnê do DVD ‘Bailão do Ruivão’, onde toca com a banda Os Infernais alguns dos maiores sucessos da sua carreira e outras músicas dos últimos discos, Nando desembarcou em Camaçari para contemplar o povo camaçariense com sua ótima música e qualidade inegável.

O começo
Pra começar bem, Trompas de Falópio subiu ao palco para estrear com sua nova formação. Eric Mazzone no vocal e guitarra, Ítalo Oliveira no baixo, Yago Avelar e Samuka Otto nas percussões e Tamima Brasil na bateria, além do apoio dos metais, importante pra se fazer afrobeat, estilo que influencia o som da banda. Com um show 100% autoral, a banda soube mostrar que a cultura de Camaçari só cresce a cada dia, impondo respeito, como quem “joga na sua casa”. Tentando interagir com um público beirando o "inerte", a banda fez seu trabalho certinho. Detalhe apenas para o enorme atraso do início do seu show, programado pra começar às 18h30, mas que só foi acontecer por volta das 21h00.

Declinium  (créditos: Everton Mendonça)

Logo após a Trompas de Falópio, a Delicium com seu habitual ‘baixo-guitarras-bateria’, subiu ao palco para delírio dos rockers camaçarienses e região, muitos até que só foram ao Festival para prestigiar o show da banda liderada por Oreah Chinaski. Figuraça dentro e fora do palco, Oreah tratou de lembrar que é de uma cena alternativa, acostumada aos shows no “inferninho rocker” Bar da Kássia, e que iria fazer daquele show no Estacionamento da Prefeitura mais um, ou melhor “o mesmo bolodório do Bar da Kássia”, como disse Oreah. Sem abrir mão de seu shoegaze, depressão, rock’n roll e embriaguez, a banda, como sempre, mostrou competência o suficiente pra satisfazer a parte rocker da festa, boa parte dela já conquistada pelo som da banda bem antes do show começar. Seus sucessos como “Fênix” foram cantadas em coro pela galera que não arredava o pé da frente do palco, nem quando a chuva ameaçou vir.

Rima de diferentes formas
Depois, o repente do nacionalmente conhecido Bule-Bule fez a galera arrastar o pé enquanto esperava o show da noite. Sempre carismático e comunicativo, o repentista também não deixou a desejar em nenhum momento e fez por merecer todas as entusiasmadas palmas e animação da galera.

Se repente é feito por rimas e algumas vezes até improvisadas, não muda muita coisa para o rap de Uri MC que veio logo em seguida. Diferente apenas nas letras, que na maioria das vezes fazem críticas a sociedade, na batida elétrica e no beatbox de Kbça, Uri e seu “Solo Coletivo” chegaram como a última banda antes de Nando Reis, o que nesse caso deixaria o público implorando para que a apresentação terminasse logo. Mas, isso só foi no início! Uri e sua trupe conquistaram toda a galera fazendo um rap de qualidade e com um engajamento social. Fazendo alguns improvisos e outras músicas já prontas, como a que Uri canta uma poesia com o nome de todos os bairros e povoados de Camaçari, o mc mostra ser um artista “100% Camaça” de verdade.

E, finalmente, Nando
Depois de muito tempo desde o início da noite, finalmente tinha chegado a hora do tão aguardado e incrível show do ex-titãs Nando Reis. O ruivo começou botando fogo na festa com a animante “Sou Dela”. Daí pro fim só o que se viu foi um festival de músicas já conhecidas pelo público total que, contrariando os comentários de muito, cantaram juntos o show inteiro. Alguns “probleminhas” aconteceram, claro! Diriam alguns que Nando Reis "pegou ar" em certos momentos com alguns “engraçadinhos” que tentaram subir ao palco ou fazer bagunça na frente dele. Fora isso, vários sucessos como “O Segundo Sol”, “Luz dos Olhos”, “N”, “Por Onde Andei” e “Relicário” foram entoados por ele e pelo sempre presente e emocionado público. Ao final das contas, o show surpreendeu a muitos. Ficou com gosto de quero mais e que deveria ter se extendido até o dia amanhecer. Pra muitos isso não seria uma má ideia!

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Rock underground no El Grito

Por Emile Lira


A estreante Riverman 
O rock camaçariense, que nos últimos tempos vem ocupando as casas de show mais mainstreans da cidade, no último sábado (15) voltou ao velho reduto inferninho-underground-brejeiro, Bar da Kássia, e, como diriam por aí, marcô demais - com direito a caipirinha free. Foi o El grito.
O reggae da Gruta Sound System esquentou a noite, preparou o público e intercalou as bandas. A primeira a subir no palco foi a Riverman. Em clima de estréia - e de aniversário do baixista Papel -, conseguiu conquistar os presentes, que chegou até a pedir bis da música "Quase trinta".
Direto de Alagoinha, a Aborígenes agitou a galera, com um rock enérgico e explosivo - tocando de Motorhead a Nação Zumbi, assim como a Código em Sigilo. A declinium também foi uma das comandantes da noite, arrancando - como sempre - o coro que acompanhava música a música, com a apresentação que contou com covers e "Insonia" em ritmo roots.
Já a Double Deck representou com improviso e muita competência o rap. 
Que mais eventos como este venham reavivar a cena rock alternativa em Camaçari!

domingo, 12 de agosto de 2012

Público vibrou com apresentação de Scambo em Camaçari

Por Emile Lira

Na última sexta-feira, no Armazém, espaço cultural de Camaçari que está cada vez mais rock n'roll, rolou o inédito show de Scambo na terrinha. 
A apresentação da soteropolitana arrancou gritos e o cântico do público, que acompanhava todas as canções. Energia foi a palavra que definiu o grupo liderado por Pedro Pondé, que está retornando aos palcos depois de seis anos de hiato. No repertório, músicas velhas conhecidas dos fãs, como Ocê e Eu, Meu Bem, Mergulhar, além de uma versão da música Tigresa, de Caetano Veloso. O show contou, inclusive, com participação especial da cantora camaçariense Carol Assemany.
A abertura da noite foi feita pela Psicopop, que apresentou covers de bandas dos anos 80/90. Já pra encerrar o evento com maestria, subiu ao palco a declinium, que, além das canções sempre entoadas pelos fãs, tocou uma versão da música Ruas, de Pastel de Miolos.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Camaçari comemora o dia do rock em alto estilo


Por Emile Lira e Faustino Menezes


No final de tarde do último domingo (15), o Espaço Armazém (Camaçari) foi palco do tradicional Dia Mundial do Rock, evento comemorado todos os anos para celebrar a data. E desta vez, a festa aconteceu em alto estilo. 

No palco principal quem iniciou os shows foi a camaçariense Diário Urbano, apresentando um rock bem feito e surpreendendo os presentes, que em sua maioria assistia a banda pela primeira vez. O Manto também representou a cidade e mostrou um som sujo e nervoso.

Depois foi a vez dos soteropolitanos da Velotroz mostrarem porque estão cada vez mais se destacando no cenário musical da Bahia, abrindo a apresentação com uma versão da música Errare Humanum, de Jorge Ben Jor. A banda toca um rock ensolarado, que flerta com a MPB, e tem uma presença de palco incontestável, uma energia absurda e um vocalista performático em cima do palco. Atendeu pedido de fãs, fez a galera dançar e cantar junto às músicas do primeiro EP 'Parque da Cidade'.

Já a camaçariense Psiciopop, liderada pelo vocalista Roque Torres, que aproveitou o ano de eleições eleitorais para entoar gritos de ordem de conscientização política, apresentou um repertório com versões de músicas clássicas, como Homem Primata de Titãs. "Somos um cover de várias bandas da década de 80", declarou.

O grupo instrumental Camarones Orquesta Guitarristica, do Rio Grande do Norte, que vinha a Camaçari pela terceira vez, empolgou o público com um som enérgico, cheio de guitarras distorcidas e comandado por uma excelente e performática baixista, Ana Morena. 

A próxima da noite foi a punk laurofreitense velha conhecida do rock baiano. A Pastel de Miolos apresentava o novo integrante, André Felipe, e embalou rodas punks que vibravam com o rock viceral da banda, tocando músicas como Eu Não Quero Ser O Que Você Quer.

Para findar a noite, subia ao palco a Vivendo do Ócio. A banda soteropolitana, agora radicada em São Paulo, nunca tinha pisado o pé em Camaçari, nem em sua fase underground. Demorou e valeu a pena esperar! Músicas importantes do novo disco - como "Radioatividade", "Eu Gastei", "Dois Mundos" - ficaram de fora da apresentação. Mas, o cover feito ao lado da Pastel de Miolos, foi de dar inveja as outras cidades que já receberam shows da VDO.


Para os que curtem música eletrônica, a festa contou ainda com uma tenda, onde DJ's tocavam nos intervalos das bandas, não dando folga para a agitação. Bandas competentes e galera animada foram o tom do domingo no Armazém, o Dia Mundial do Rock 2012 em Camaçari foi um evento que se destacou pelo formato diferente do que geralmente é feito no rock camaçarienses. O Alternative-se parabeniza Jair Guimarães, a Cooperarock, as bandas, o Espaço Armazém e a todos que realizaram o festival. Esperemos agora que os próximos anos sigam essa mesma linha e sejam ainda melhores! 
Pra você que conferiu a festa, vote na enquete ao lado e eleja qual foi a melhor banda da noite.